segunda-feira, novembro 28, 2005

Despertar doloroso

Foi num dia quente de finais de Setembro que senti pela primeira vez atracção física por alguém. E não foi apenas uma atracção vulgar, daquelas que agora sinto inúmeras vezes e por inúmeras pessoas ao longo do dia, tipo olha que rabo tão bom, que ombros tão fortes ou que mãos tão grandes e que dedos tão compridos. Foi muito mais do que isso. Foi uma vontade enorme de me entregar a um homem. Um desejo, a que não pude resistir, de o sentir dentro de mim, de lhe agarrar no enorme caralho que tinha acabado de ver ao sair do banho, de o apalpar, de o lamber, de o engolir. Nunca, até esse dia, tinha tido consciência da minha sexualidade e de repente, como se me tivessem aberto, escancarado as portas a um mundo novo, toda eu tremia, as minhas mamas, de tão inchadas, pareciam ter o dobro do tamanho, encharcada e sem pinga de pudor ou vergonha, levantei a blusa de alças que tinha vestida até meio da barriga, despi as cuecas, e comecei a dançar à frente dele, insinuante como as mulheres que já tinha visto nos filmes, embora muito desajeitada e atropelada, fazendo boquinhas e pestanejando. Sentado, imóvel e em completo silêncio ele observava-me. Tinha o olhar fixo em mim e as pupilas em alvo, mas nem uma só palavra saía dos seus lábios. Continuou assim durante largos minutos até eu me aproximar e me ajoelhar entre as suas pernas. Foi só depois de lhe ter enfiado uma das mãos debaixo do toalhão de banho e de ter acariciado a dureza daquele volume enorme que senti o terrível impacto da maior bofetada que apanhei na vida. Até hoje, e passados mais de trinta anos, nunca, eu e o meu pai, conversámos sobre o que aconteceu naquele dia quente de finais de Setembro.
in http://ma-mada.blogspot.com/. Ma, a mal-amada

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